terça-feira, 15 de maio de 2007

Manhãs de Maio



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as manhãs de Maio não mentem
é nestas manhãs que as nuvens cantam
e os amores mais cedo se levantam
são marés rasantes pelos corpos
cálidas areias que os olhos sentem

lábios vermelhos de cereja fresca
uma cesta de promessas de amor
como amoras por colher na saia lesta
em redor dos passos tudo se faz flor
heras trepadeiras no jardim em festa
e estas manhãs são ninfas borboletas

em voos dóceis e maravilhados

vieram ao mundo para levar o amor
as borboletas são os lábios apartados
pousam em flores como se pousassem
nos distantes lábios amados

salmos madrigais e mudas operetas
na manhã de Maio toda a música é perfeita
basta-me a notícia dos teus olhos belos
um verso imperfeito num estendal ao sol
um poema novo de papoilas satisfeitas
e toda a paz reergue ao longe o meu castelo


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Dia feliz!