
não me dês flores namoradas
bramidos de oceano ardente
dá-me tuas mãos culpadas
pelo amor que não me sentes
dá-me sinceros teus braços
tuas ancas resistentes
no meu corpo embaraçadas
sejam algas contra o ventre
sejam brandas sejam crentes
castos teus aprumados beijos
e eu musa imerecida num rio
de espasmos e ventos e eu dócil
crina na sela de um cavalo cego
e eu cigana do amor mais te navego
e quanto mais no amor me enredo
mais do amor te desprendo!
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