segunda-feira, 14 de maio de 2007

diadema na tarde


searas além tão longe os campos
a lava luminosa decerto afagos
cálidas carícias sonhos murmurados
teus beijos na sede dos meus lábios

doce diadema na fronte a tarde
o rosto entraberto junto com arte
arranjo o sol para te dar a sombra
o meu amor é uma árvore, não tomba

na cidade as muralhas encobrem
os despojos brumosos do teu corpo
a cidade é um deserto novo onde
cega busco o que não encontro...