sexta-feira, 30 de novembro de 2007

sombras luminosas

toda a noite o amor me tomou em seus braços, toda a noite o rouxinol me cantou alvoradas e suaves sonhos, sombras luminosas de sensações impermanentes. uma síntese inconsciente de tudo o que somos invadiu de improviso o sono que me assomou a mente. não sei descrever as feitiçarias da tua presença na minha noite, chamo-lhe sonhos, mas sei sentir quando mais uma vez o amor me resgata e me emerge na outra margem do viver... ontem de novo acreditei, na minha imensidão marinha de querer crer... que podemos continuar a roubar a luz das estrelas para aquecer as noites sem luar. podemos até, se a magia nos visitar, tentar viver. qual de nós produz o prodígio deste olhar?

bom dia, meu amor...