ele escreve a palavra noite e no outro lado da penumbra, onde todas as fantasias se produzem, ela diz amar. ele brinca com o cabelo das estrelas, prende-se nos seus fios de luar e ela olha o mundo e diz: abraço. um dia ele não disse noite, ela não disse amar, e as estrelas não vieram. mas não foi preciso mais que um olhar para dentro e ambos puderam agrafar no sangue a grafia da espera. e o abraço veio, desolado e tímido, despido das habituais plumagens.
boa noite...