quinta-feira, 2 de agosto de 2007

ameixas

as ameixas estalam ao rigor do estio
têmporas minhas esguias sumarentas
as ameixas falam-me do tempo
também eu estou no curso da seiva
que atravessa a tarde
amadureço o desejo no silêncio vazio de aves
apenas insectivoras asas de cigarras ardem
como as vespas agonizam
na secura de água
e eu prendo-me ao limite da dormência
e sonhos pátios andaluzes e penumbras
siestas de incandescência
e eu busco o teu corpo a meu lado
como a ameixa busca o chão
e eu e tu amadurecemos a meio
de um honesto e túrgido Verão
*) . (*
~

Agora vou fotografar as minhas ameixieiras carregadinhas de frutos e depois ponho aqui!
...
(Pois... a net aqui não chega para nada... as fotos ficarão para depois).