mil e uma noites no meu corpo
mãos sensoriais missas negras
amplas ancas e ânforas venais
mãos que medem as distâncias
e os matizes da vontade
tenho
entre mãos o corpo amado
e mãos medeiam a minha alma
e o corpo que te entrego
vivo e velado
.
em medas de trigo
rimos e ruborizamos
os véus da nudez
e a tua energia
e a tua energia
advertida
alumia os meus seios e os
meus sentidos
.
tacteia o diâmetro da vida
nas tuas mãos a mística magnífica
de um despertar do fogo ímpio
que usas nos teus dedos
e levas à boca
quando me afagas
.
vem ao meu peito com teus lábios
e rodeia com arte o ardor que
da minha pele parte
.
reúne num só gesto todas as tensões
dos nossos corpos cansados
e urgenta-me a languidez do pecado
contigo, num ninho de alvas peles
um lugar macio e apertado
dissoluto mover de murmúrios
eu e tu de novo no nosso quarto
espera-me, desce a tua língua
em redor do ventre
e abre-me para te receber
a semente e a palavra incendiada
.
hoje em lugar da morte
teremos o gozo da carne calada
o cevo tenso de cada palavra
a lavrar profundamente dentro
o suspiro e a lava derramada
.
alumia os meus seios e os
meus sentidos
.
tacteia o diâmetro da vida
nas tuas mãos a mística magnífica
de um despertar do fogo ímpio
que usas nos teus dedos
e levas à boca
quando me afagas
.
vem ao meu peito com teus lábios
e rodeia com arte o ardor que
da minha pele parte
.
reúne num só gesto todas as tensões
dos nossos corpos cansados
e urgenta-me a languidez do pecado
contigo, num ninho de alvas peles
um lugar macio e apertado
dissoluto mover de murmúrios
eu e tu de novo no nosso quarto
espera-me, desce a tua língua
em redor do ventre
e abre-me para te receber
a semente e a palavra incendiada
.
hoje em lugar da morte
teremos o gozo da carne calada
o cevo tenso de cada palavra
a lavrar profundamente dentro
o suspiro e a lava derramada
.