terça-feira, 28 de agosto de 2007

manhã fresca, tarde acesa

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fresca manhã de Agosto no céu onde as cegonhas se cruzam
e o tempo pára num minuto em tréguas sobre o mundo
fresca manhã de Agosto, linho branco hoje no corpo
e a alma bronzeada pelo sol tisnado da terra moura
fresca manhã de Agosto palmeiras no quintal e ervas doces
a planície da ternura onde o sirocco varre, espalha a eira
manhã cálida de um brazido que se fará torreira
quando a sesta vier encerrar no sono e na febre
o corpo surdo, suspenso numa impávida pasmaceira
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