quarta-feira, 22 de agosto de 2007

espelho


Um Espelho de Príncipes artístico e profano: a representação das virtudes
do Bom Governo e dos vícios do Mau Governo nos afrescos de
Ambrogio Lorenzetti (c. 1290-1348?)
.
O espelho é o espaço onde nos reconhecemos, ou nos estranhamos, e nos amamos ou detestamos, nos iludimos, e nos reconciliamos connosco no limiar do mundo. O espelho é também o lugar de transbordo da nossa lucidez. O espelho é a mostra, a exposição, a denúncia. Este espelho fica sem palavras. Respeita a liberdade de cada um para analisar e concluir. Espelha estereotipos. E por mais que mudem as civilizações e se refinem, os estereotipos políticos nunca mudam. Um espelho para nos revermos. Está lá tudo. Até os Príncipes do presente. Não será preciso citar nomes. Como convém nos dias que correm...