restam-me estas flores para adornar a tua ausência
troco-as por um decibel da tua voz
na metórica resistência do amor
só tenho estas mãos e estas palavras
ruminadas assim uma e outra vez
são o alimento do meu sangue
a voz no paralelo da surdez
.
visto-me de flores,
é Primavera outra vez
não temas o lume
em breve virá o Inverno que já tens
nos pés e no silêncio em redor da alma
e seja onde for que o amor estiver
apesar das geadas gélidas que houver
as flores continuam a crescer
.