e de novo estes nenúfares abertos
onde as tuas mãos se prendem libertinas
e de novo a lua incerta o seio pequenino
a crescer para a tua boca como um fruto
e de novo a minha pele peregrina
a par da tua em léguas palmilhada
tu prendes-me a cinta num suspiro
tu abres-me as pernas resoluto
onde as tuas mãos se prendem libertinas
e de novo a lua incerta o seio pequenino
a crescer para a tua boca como um fruto
e de novo a minha pele peregrina
a par da tua em léguas palmilhada
tu prendes-me a cinta num suspiro
tu abres-me as pernas resoluto
.
e entre o cetim do meu corpo
e entre o cetim do meu corpo
a eternidade é um abrigo quente
partimos para a viagem de olhos cegos
a boca rema afagos e rasa a pele urgente
e dentro nos prendemos num minuto
estremecemos um no outro entrançados
e tudo que fazemos em segredo
fica entre as palavras reservado