sábado, 4 de agosto de 2007

agora serei aquaticamente tua:
nesta noite selvagem
à solta na serra
a minha alma navegou
fiquei translúcida
e transformada
para o amor
agora quero os quadriz
inteiros a cadência
morna e o sopro
íntimo da tua voz
a urdir o desejo por dentro
vibro a noite
como uma cereja casual
na tua boca
exulto mulher
na posse tensa que nos urge
prende-me
agora quero que pouses
o tempo no beiral
do meu corpo
agora só o teu perfume
me perfura os sentidos
ahhhh,
se as tuas mãos melífluas e astutas
me subissem em riste
pelo corpo acima
ahhh, se a noite tão tentadora e
sibilina smeasse ainda
a tua semente na minha...
Até amanhã... com uma saudade enorme...