quarta-feira, 25 de julho de 2007

catacrese

metáforas do quotidiano:
a banalidade das palavras
que usamos durante o dia.
o patrão é uma fera
a cidade é uma selva
o metro sardinhas em lata
nada sobra para inventar
quando submergimos
o corpo em coisas de papel
nem rios leves na neblina
nem cavalo nem corcel
nem vagas com pássaros em cima
tudo tão prosaico hoje que eu diria
que a própria lua
é uma bola de naftalina
e dantes eu poderia jurar
que me parecia de mel
a lua encantada
ds meus anos de menina

num vestido de mulher!