sábado, 28 de julho de 2007

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tanto silêncio aceso nas rosas
quando as manhãs nos surpreendem
na candura dos lençóis
tanta loucura entre portas
nas horas em que de longe
num altar
imagino me depões
gotas de água e lume
pérolas aluviões lâminas lentas
tranquilas línguas
reabrem os corações
como nenúfares na neve
presos boiamos nós dois
e não sei como flutuam
de súbito tão breves os dias
e tão luminosas as tardes
tão doces nos podem ser
a esta hora podem mesmo
estar a crescer lânguidos enleios
flores no sangue
estrelas nos cabelos
e aradas podem estar
as zonas do prazer
a esta hora talvez me prendas
o céu a terra as nuvens pelo corpo
a esta hora podemos estar a renascer
num tempo novo...