sexta-feira, 27 de julho de 2007

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a noite à nossa volta, como sempre. anda o vento habitual a rondar as janelas, uma agitação das presianas e outros ruídos dispersos da cidade abúlica. sento-me devagar no nosso mundo e espero. hoje os teus olhos estão no fundo os meus. há uma realidade comovente no teu olhar quando nu. o meu peito abre-se à tua tristeza, a essa vulnerabilidade do teu corpo que esta noite me cresce profundamente. sinto-te, como homem, vejo-te homem, reconheço cada célula do teu corpo viva em mim, e o meu peito abre-se à tua dor que é minha, ao pedido eloquente da tua boca, igual ao meu e o beijo sai devagarinho da minha para a tua boca, solene, triste e deliciosamente longo.