foi o sol que me lavou a voz
que me sorriu a quem sorri
ele quem me corou as faces
e me desenhou o claro rir
foi o sol, sim, quem me cantou
no canto pardacento do cansaço
a canção de ser feliz
quem pode não ser mais solto
se existe a vénia do sol
a liberdade vagabunda
a deambular à soalheira
como não beber em excesso
o excesso que a vida tem
e se o corpo respira em flor
e se alimenta de luz?
quem pode deixar de rir
se o sol engoliu a rotina
e a rotina renova a noite
e a noite é um lugar precoce
e eu volto hoje mais cedo
...e tanto só para ti?
.Já veio tarde, o meu texto... foi feito aí pelas 4 da tarde
e então era poema... fica para amanhã, esperemos que volte a estar assim...