
Entra no bosque como se florisses
no ventre das roseiras bravas
e monta o alazão ao rés do sol
Absorve esta luz de âmbar
a alquímica verdade das árvores
para ouvires os segredos da bruma
no voo mítico das aves
Age como fazes
quando ingeres uma paixão
das que se tomam sem pressa
com a lentidão de quem degusta
lentamente a vida
Buscarás na floresta
a essência rara de amar
a síntese do jasmim
com as mimosas ao sol e
o pólen do malmequer que
espalham as obreiras do mel
ouvirás o rumor das fontes
na cristal sombrio dos teus passos
Não há murmúrios que não
tanjam o centro da tua voz
como harpa tocada pelo vento
Saberás onde revolver o húmus
com a espada de Artur e
o olhar profundo de Merlin
aí mesmo
no bosque do teu olhar antigo
encontrarás a raiz do desassossego.
Extirpá-la é ingerir
a síntese de todos os sofismas
que buscas e registas na tua
sempre inconclusa obra
Brilhará no ar um voo de centauro
que tomas pela pira funerária
de todos os teus sonhos
segue-o porque
te conduz à transparência
da razão única do ser
amanhecerás pássaro
e verás na neblina
a corça da esperança que
perseguirás como quem
busca o corpo amado
entre risos e gargalhadas
até ao círculo onde cresce
a Árvore
Verás nela a clorofila do silêncio
que bebes para apaziguar
a morte no seu canto
Então, mas só então
todas as coisas que pressentes
te poderão falar de ti
O sol, o vento,
a brisa que te beija o cabelo
e a Árvore no seu triângulo sereno
onde confluem todos os tempos
Verás que para ela
como para quem ama
não há passado nem presente.
Apenas crescimento... e então
entenderás todas as viagens
no interior de ti mesmo
Ninguém sabe ao certo
o segredo inscrito
em cada pedra
do círculo mágico da floresta
Só no sonho, só no sonho que nos resta
no ventre das roseiras bravas
e monta o alazão ao rés do sol
Absorve esta luz de âmbar
a alquímica verdade das árvores
para ouvires os segredos da bruma
no voo mítico das aves
Age como fazes
quando ingeres uma paixão
das que se tomam sem pressa
com a lentidão de quem degusta
lentamente a vida
Buscarás na floresta
a essência rara de amar
a síntese do jasmim
com as mimosas ao sol e
o pólen do malmequer que
espalham as obreiras do mel
ouvirás o rumor das fontes
na cristal sombrio dos teus passos
Não há murmúrios que não
tanjam o centro da tua voz
como harpa tocada pelo vento
Saberás onde revolver o húmus
com a espada de Artur e
o olhar profundo de Merlin
aí mesmo
no bosque do teu olhar antigo
encontrarás a raiz do desassossego.
Extirpá-la é ingerir
a síntese de todos os sofismas
que buscas e registas na tua
sempre inconclusa obra
Brilhará no ar um voo de centauro
que tomas pela pira funerária
de todos os teus sonhos
segue-o porque
te conduz à transparência
da razão única do ser
amanhecerás pássaro
e verás na neblina
a corça da esperança que
perseguirás como quem
busca o corpo amado
entre risos e gargalhadas
até ao círculo onde cresce
a Árvore
Verás nela a clorofila do silêncio
que bebes para apaziguar
a morte no seu canto
Então, mas só então
todas as coisas que pressentes
te poderão falar de ti
O sol, o vento,
a brisa que te beija o cabelo
e a Árvore no seu triângulo sereno
onde confluem todos os tempos
Verás que para ela
como para quem ama
não há passado nem presente.
Apenas crescimento... e então
entenderás todas as viagens
no interior de ti mesmo
Ninguém sabe ao certo
o segredo inscrito
em cada pedra
do círculo mágico da floresta
Só no sonho, só no sonho que nos resta
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Bom dia!
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obrigada pelo mote
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