domingo, 4 de março de 2007

Reinvenção da Rosa

Renasce a razão da rosa eterna,
reduzida ao retorno
do tempo raro que é reduto
da memória mas reencanto,
num canto de relva
semeado em nós.
Canteiros rasos que readquirem
o tom neutro das promessas
reservadas, essas,
às remanescentes vagas
de rosas que rebentam,
redimidas, em reinvento
das (minhas) rosáceas reminiscências
de uma nova
ridente adolescência.
Reservo-me a razão
de ser rosa em teus dedos
colhe-me hoje cedo
retoma o rasto de rosas
em referência ao que serei,
rio de rumores água que rasa
em nós raramente,
mas reúne as pétalas rubras
da reinvenção da rosa,
neste reinvento de rima
renovadamente rósea e reluzente
e a rosa acalenta, sentes?