a noite a estalar por dentro, eu num fio de voz escorro pela chuva, o vaivém dos limpa pára-brisas, a oscilação das lombas, uma a uma, tantos sobressaltos, quero o pé no acelerador sobre o céu de chumbo o espelho do asfalto. chegar à ponte, cruzar o espaço que me falta para ti e o rádio diz que a ponte ao longe é uma feira iluminada onde passam carrocéis alucinados, a ponte é uma passagem para o lugar da madrugada, a fuga para as terras de linho o leito da alba onde nos sentamos à falésia a roer uma laranja no olhar.
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Boa noite!