sábado, 24 de março de 2007

um pedaço de sol


um pedaço de sol a repousar nas nuvens
a tiara exacta do tempo, o meu tempo de existir
em veias vinhas viçosas a correr por ti
é quanto a vida me dá
e a vida é tudo
nada busco porque tudo encontro
não tenho medo
nada tenho de meu, só esta manta azul
com que me cubro nos Invernos a nascer
tenho a luva de um sorriso não me sai dos dedos
lavas futuras esclarecerão
o que hoje não entendo
só sei que contigo não tenho medo
caminho no lugar da vida sempre pelo beiral
não me lembro de cair sem logo me levantar
acendo a fogueira da manhã
num círculo em redor desta floresta
a chama oscila e hesita depois esclarece
do outro lado a tua mão também se apresta
magnificas o que dentro de ti nasce sem pressa
com uma réplica da vida, na tua palavra
também cresce a tímida erva
então decantas o vento em melodia
versejas a hora, o minuto, o dia
viçoso amor que nos habita, ditosa prece
que dumas palavras obscuras, ratos de biblioteca
faz umas flores aflitas
voando até nós nas suas pétalas.
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Bom dia!