terça-feira, 27 de novembro de 2007

Quebrar a manhã


O sol hoje nasceu-me no enquadramento do Cristo Rei. As gaivotas pareciam felizes. O rio calmíssimo como nunca. Não havia trânsito. Vim a quebrar o silêncio das coisas numa cidade ainda endorminhada. Ao subir a passagem aérea encontrei a Lua à minha frente, alta no céu, com metade da face quase recolhida, reclinada quem sabe pelo cansaço da noite. A manhã tão inquebrável e soalheira, este pico de frio no nariz... Tenho de sair de casa assim cedinho, mais vezes.