vem vagar a vaga ausência
venera o amor que avisto
no corpo avesso
a verga oscila
e exalta a voz do viandante
verte no ventre
a veste e o veludo
e investe o mundo
~~
soalho trémulo de
lânguida argila
esta é a vela que nos crepita
vamos vagar a renúncia
avermelhar a virtude
esta que te busca
vento vagaroso
este que nos resvala
e valida em volume
a vasta dimensão da tarde
~~
lesta e pronta a aresta
em riste aponta
a boca que a admite
como uma palavra
extinta e redimida
o corpo investe e vaga
a seiva
morde assim a memória
na resolução que nos é devida
sem o teu corpo
ao virar da vida
como raso o cabo das
horas sem as achar perdidas?
~~
como me vigora no ventre
a cota e a malha
o arco nos valados?
onde sem ti os cumes aguçados?
como a viagem ao fundo
do prazer
nos veleja em lume
sem a
voraginosa sede da tua pele
nos veleja em lume
sem a
voraginosa sede da tua pele
o sábio gume?
~~