manhãs como cais de margaridas,
sardinheiras em vielas
manhãs a deambular para um rio suspenso
na tua tela
apetece soltar todo o meu mundo ao navegar
desprender os cabelos ao partir nas águas
sem barcos aparalhedos, sem luas nas faces
onde poderá a manhã levar-me?
abraçarei o cais em qualquer aurora que vier
as águas que forem tuas serão sempre
as águas do meu ser...
as águas que forem tuas serão sempre
as águas do meu ser...
