segunda-feira, 23 de julho de 2007

pendular






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rios lentos as manhãs
vastas lezírias
com cavalos de aço
a deslizar pelo asfalto
e um comboio de pinho
prece que ensurdece
o mais rumoroso pranto
citadino

cálido rio de rosas de aço

cinza derramada
entre os guidastes
a correr para a foz
o rio vai triste e sozinho
barcos brandos estão parados
barcos ladinos
barcos andantes
cargueiros de misteriosos
desígnios

a ponte pende
para a margem da outra banda
por cá acautela-se o dia
entre o que nos cansa
e o que nos adere ao coração
como lembrança
bastas as nuvens e negras
cirandam
como o mundo me viaja
entre a fuga
e a esperança