domingo, 22 de julho de 2007

entardecer no paraíso


precedes o meu corpo
na linha da tarde
chegaste antes de mim
à escarpa do amor
sobes a mão a rumar
ao baixio das minha algas
conchas nacaradas
encontras entre lábios
e lambes o circulo salgado
reténs o sol que me atarda
pelo meio da tarde
há um sabor moreno a mar
tu sorves o rumor que trago
de um trago te adentras
e avanças entre as ondas
para o fundo do prazer
reentras-me como
se a entrega nos resumisse
tudo o que ficou
na ponta das espadas
por dizer.