quinta-feira, 17 de maio de 2007

rubor


não sei de onde me vem este rubor
se dos teus lábios secretos lírios
se dos meus sentidos enredados
na atracção lunar dos teus
.
sei dos teus dedos sábios
sinto-os pelo meu corpo
ténues asas de oiro rompem o desejo
e as carícias crescem com os beijos
viajantes clandestinos do meu corpo
os teus dedos semeiam a vontade
douram crestam atordoam
estas noites de profundo encontro
.
não sei se a voz brilha como estrelas
sei que agora meu coração com o teu baila
em doces rimas de lantejoulas
raios de luz lunar ternas papoilas
rosa e cambraia a minha pele na tua
remos rasam as águas puras
noite a noite o meu corpo em ti flutua
basta o teu olhar na bruma
um leve aceno que pouco dura
não importa o quanto o faz
um sinal de ti e a teia de novo
se refaz