eu quero um poema com cisnes
numa paisagem loura de verdura
daquelas que nos abrem os braços
num beijo fresco de ternura
um daqueles poemas que têm laços
e se desprendem de nós para voar
um poema que atraque numa barca
e ancore num molhe triste de lutar
numa paisagem loura de verdura
daquelas que nos abrem os braços
num beijo fresco de ternura
um daqueles poemas que têm laços
e se desprendem de nós para voar
um poema que atraque numa barca
e ancore num molhe triste de lutar
um verso vestido de coragem
num poema com um vestido azul
daqueles que o vento ergue
um vestido de cetim feito para amar
numa noite de estrelas viradas
para onde os olhos brilham de chorar
que haja chuva no poema e ela caia
com a cadência das rosas ou das plumas
uma chuva que lave a cidade do poema
e encha os rios para o poema navegar
quero que dentro do poema as palavras
sejam seixos e rolem no ouvido enamorado
e que o seu palato seja agridoce,
como as ginjas de Março
quero que os cisnes sejam nuvens
e as suas águas terrestres voem
os barcos atraquem junto ao coração
e não partam sem apitar no nevoeiro
quero que a chuva cante como cisnes
e nos morra no corpo depois do amor
quero lagos ardentes de prazer e
que os braços sejam abraços mas só
laços de soltar não de prender
quero rematar o meu poema com umas asas
e que estas o levem levemente solto
num poema com um vestido azul
daqueles que o vento ergue
um vestido de cetim feito para amar
numa noite de estrelas viradas
para onde os olhos brilham de chorar
que haja chuva no poema e ela caia
com a cadência das rosas ou das plumas
uma chuva que lave a cidade do poema
e encha os rios para o poema navegar
quero que dentro do poema as palavras
sejam seixos e rolem no ouvido enamorado
e que o seu palato seja agridoce,
como as ginjas de Março
quero que os cisnes sejam nuvens
e as suas águas terrestres voem
os barcos atraquem junto ao coração
e não partam sem apitar no nevoeiro
quero que a chuva cante como cisnes
e nos morra no corpo depois do amor
quero lagos ardentes de prazer e
que os braços sejam abraços mas só
laços de soltar não de prender
quero rematar o meu poema com umas asas
e que estas o levem levemente solto
para onde o amor o souber tactear
com a cegueira do corpo
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Boa noite amigos e visitantes!
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:::Uma noite serena na barca do poema:::