Gostava de usar sempre uma máscara e não ser eu, ser cada dia outra. Uma máscara que escondesse a minha face louca, e fosse armadura contra a imaginação que me galopa.
Por que sou sempre tão óbvia como um vitral, tão transparente, água tão nua, tão igual a mim mesma?
Não vale a pena esconder-me no deserto, ou na profundeza das areias, serei sempre esta adolescente tardia, romântica e tola que ainda acredita que as palavras podem ser suas e acolhe sem defesas o coração das pessoas...
Às vezes gostava tanto de ser outra...
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