segunda-feira, 6 de agosto de 2007

declaração de dependência

tantos lírios soltos nos pulsos presos
nas palmas das mãos abertas tanta
palavra viva à espera de nascer
tanto tempo tenho por dizer
tanta a pressa que te tenho
que te digo às claras aquilo
que sonho sendo
e sonhando afinal não tenho

contenho o dique que te contém
contenho a fala, contenho a lágrima
que cresce sem querer crescer
não sei se gosto de ser lume que ostentas
ou se o ostentares-me me reclama tua
e é uma forma de me adornares
princesa e lua na periferia do teu
mundo

sei apenas que em tudo de ti te quero
e tudo rindo te consinto
é tanto o amor na terra
que o céu só por si, meu amor,
é um lugar faminto...


...fala-me, eu ouvi-te. continua, a minha mão no teu coração ouve-te melhor. Deixa, somos dois agora. Conta-me para que te estreite ainda mais a mim...