quarta-feira, 8 de agosto de 2007

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penso em ti com o tempo todo nas minhas mãos
não imagino razão alguma para te cortaram de mim
como se corta um caule da raiz que o ergue
caminhas-me no solo arado, soberba terra
onde o amor nos cresce como um arbusto perene

penso em ti como o meu verão secreto
o meu mais terno outono, tempero do meu inverno
meu viço e flor da primavera
todas as estações com o meu corpo interferem
porque estás perto
e eu não sei como mas pensar-te é sentir pelo corpo
um doce lírio de prazer e de conforto

segue-me...