terça-feira, 7 de agosto de 2007

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sim, hoje há rosas no cais
ecuménicas razões revestem as palavras
livres aves voláteis vozes
hoje ouço-te em ecos imóveis
de ondas amarradas em tropel
hoje navegam mais barcos no luar
a noite habita vagas e rochedos
a tua pele é uma lenda que eu leio
com os meus trémulos
tímidos dedos
a tua língua é um sanscrito de puro
desasossego
as tuas mãos se mas estendes
serão os remos da busca que nos enche
tu meu homem e amante ileso
virás de mais dentro e tão mais cedo
que eu não saberei como te tornaste
a pele muralha que defendo
eu mulher que te sou e ternamente
entregarei a raíz e a semente
pois o amor que te guardo é uma leira
e tu, semeador do meu corpo,
vem, pela travessa do horto, esta noite pela fresca
traz uma canção canalha e um lúbrico
pensamento
no silêncio da noite arde calada
a melhor palha de desejo
este fogo de Agosto lesto
e lento beijo

boa noite, meu amor querido. Tenho de ir dormir, embora conseguisse . continuar aqui a dialogar contigo.... Levo-te na pele, na vontade, no olhar, na palma a vida. Beeijo intensamente doce.