quarta-feira, 1 de agosto de 2007

the infinite mirror


cindidos no silêncio
círios nas tuas mãos
por vezes
ainda vejo
.
e apresso-me no reflexo
a quebrar o infinito
espelho
.
peço às musas dos
teus olhos
que nos reúnam de novo
no alçado do desejo
.
apelo ao sangue
que te resta
que à vida volte
o teu gesto
.
pálidos dias tem
o ser que renuncia
à vida que lhe explode dentro
do macerado verso

»(.)«


Quase em férias... levo para outro lado a minha vida sem mistério.
Falarei das cigarras e das sestas na aldeia de pedra,
rodeada de pinheiros. Ou das borboletas temerosas do meu jardim.
Ou do tamanho das árvores que plantei.
E do nome que lhes dei. Talvez seja essa
a melhor forma de existir (na palavra): sobrevoar o meu pequeno mundo
de coisas frágeis.