domingo, 29 de julho de 2007

o prodígio de viver


colhe com jeito a papoila
se puderes beija a sua folha
e deixa-a ficar no solo que é seu
faz o prodígio acontecer
na corola do verão
agita o teu mar
mergulha a mão no entardecer
salpica a pele de volúpia
a veleidade de viver
azuis são os dias que te voam
o riso a rosa o mar
a chama do amor
mesmo que as asas te doam
amigo, voa bem alto
para lá longe entenderes
o prodígio das tuas mãos
que silenciosas
fazem acontecer o amor


Obrigada amigo, que todos os dias me inauguras a alegria de viver...