.
que tem esta manhã tão velha
impressa numa escala de cinza
que tem esta manhã de gaivotas aflitas
por que flanam no meu bairro
onde as ondas são invisíveis
que tem o dia hoje que me liberta e limita
um dia para cumprir sem viver
um dia para viver sem ser
um dia para passar longe de ti
que me prendes e soltas
na leveza do ar,
como gaivota tonta
.
que tem esta manhã tão escura
e tão corada
que me parece assim partir
pelo centro do corpo, em duas
imeperfeitas metades
a mulher útil que sou e a outra que
sonhadoramente teima em(te) sorrir?
que fazes gaivota para me trazeres
a cor que rompe as nuvens
ao passares tão longe e perto
dentro de mim?
.
que trazes no teu peito forte
meu amor que me morre
a norte, onde as manhãs se escondem
que fizemos de nós
no céu dos anjos
para nos acompanharmos assim?
.
onde fica a luz
que já me emites
que farol acendes de dia ou de noite
que intermitência a do teu corpo
velho na voz novo no corpo
que segredos me sopras que não os ouço?
.
não importam as elipses no nosso tempo
se o canto é breve mas é moço
meu amor que me morres a norte
tão a norte do meu corpo
nas estepes orvalhadas
onde as manhãs te ferem o rosto
com a soalheira ausente do lancil
da pedra que sustenta o olhar
tremes de frio
nas louvaminhas estas que me ouves
como se fossem lágrimas de neve
impressa numa escala de cinza
que tem esta manhã de gaivotas aflitas
por que flanam no meu bairro
onde as ondas são invisíveis
que tem o dia hoje que me liberta e limita
um dia para cumprir sem viver
um dia para viver sem ser
um dia para passar longe de ti
que me prendes e soltas
na leveza do ar,
como gaivota tonta
.
que tem esta manhã tão escura
e tão corada
que me parece assim partir
pelo centro do corpo, em duas
imeperfeitas metades
a mulher útil que sou e a outra que
sonhadoramente teima em(te) sorrir?
que fazes gaivota para me trazeres
a cor que rompe as nuvens
ao passares tão longe e perto
dentro de mim?
.
que trazes no teu peito forte
meu amor que me morre
a norte, onde as manhãs se escondem
que fizemos de nós
no céu dos anjos
para nos acompanharmos assim?
.
onde fica a luz
que já me emites
que farol acendes de dia ou de noite
que intermitência a do teu corpo
velho na voz novo no corpo
que segredos me sopras que não os ouço?
.
não importam as elipses no nosso tempo
se o canto é breve mas é moço
meu amor que me morres a norte
tão a norte do meu corpo
nas estepes orvalhadas
onde as manhãs te ferem o rosto
com a soalheira ausente do lancil
da pedra que sustenta o olhar
tremes de frio
nas louvaminhas estas que me ouves
como se fossem lágrimas de neve
.
mas tu não sabes
do cavalo solto no poema
do prado verde, da erva primaveril que já me queima
não sabes que hoje arderás numa outra chama
a pira das manhãs resinosas
que nascem opacas
e acabam níveas como rosas
mas tu não sabes
do cavalo solto no poema
do prado verde, da erva primaveril que já me queima
não sabes que hoje arderás numa outra chama
a pira das manhãs resinosas
que nascem opacas
e acabam níveas como rosas
.
Bom dia!
Bom dia!